23/02/2026 | 13:20 | Polícia
Mulher é suspeita de liderar grupo criminoso que teria cobrado por divulgação das informações da instituição no Google
Uma advogada paulista é alvo de uma operação policial na manhã desta segunda-feira (23). Ela é suspeita de coordenar um grupo que aplicou um golpe virtual na diretora de uma escola em Canoas, na Região Metropolitana.
Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em São Paulo. Durante a ação, os policiais apreenderam documentos, notebooks e telefones. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanha a operação, mas a inscrição da advogada segue ativa.
A vítima relatou prejuízo de R$ 144 mil. Conforme a investigação da Polícia Civil, a diretora recebeu ligações de uma pessoa que dizia trabalhar no Google e que ofereceu a atualização das informações sobre a escola no site de buscas. O nome da instituição não foi divulgado.
Após confirmar o endereço e assinar um documento, a vítima entrou em férias. Semanas depois, recebeu novos telefonemas de que não havia pagado pelo serviço e que deveria quitar taxas de cancelamento em três parcelas de quase R$ 1 mil cada. A pessoa se passava por oficial de Justiça do Distrito Federal.
Com receio de ter o nome negativado, foram 119 transferências bancárias das supostas taxas para desfazer o falso contrato de serviço. Conforme a Delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, trata-se de um novo golpe.
— Nós não tínhamos deparado com esse tipo de golpe, pelo menos aqui na minha região. A gente percebe que os golpistas todos os dias criam novas formas de aplicar esses golpes e de ludibriar as vítimas, então é uma novidade. E o que a gente sempre fala e a gente pontua muito isso é de que as pessoas desconfiem. Empresas como Google, Meta não ligam para as pessoas — alertou a delegada.